o lado B da web 2.0: less enfim is more

wow, que surpresa: Jason Calacanis, uma celebridade e tanto do digimundo americano, está deixando de blogar. por quê? porque blogs teriam se tornado algo impessoal e ele queria resgatar algo mais íntimo, algo que pudesse ser chamado de conversa, uma lista fechada de 600 participantes e só. que legal saber disso… pensei que só eu andava questionando essa história toda de web 2.0 e hiper-exposição.
gravei o vídeo abaixo e, para quem não quiser usar Silverlight, tem uma versão no Soapbox. qqer hora dessas publico o mp4 pra download também.

o lado B da web 2.0: expressar x formar

ainda estou digerindo devagarinho a transformação meio acidentada do radinho de uma lista de emails para um ambiente online no Ning e, graças a um podcast que ouvi por acaso hoje, me caiu uma ficha interessante: enquanto eu sempre acreditei que a maneira como um ambiente é construído e conduzido “forma”, “educa” quem o utiliza (e por isso o radinho tinha um certo protocolo), estamos hoje numa era onde o lema é “expressar-se”. pode parecer sutil, mas focar apenas na “expressão” pressupõe e implica muita coisa.
ouça uma crítica meio anacrônica, meio vanguardista sobre essa idéia meio revolucionária, meio retrógrada de que tecnologia é só um meio para a expressão sem peias

a regra da web 2.0: me engana que eu gosto

eu vivo só. de manhã ligo o rádio na CBN, em parte para ouvir notícias, em parte por me sentir rodeado de pessoas que já fazem parte da minha vida.
eles me conhecem? não. estão falando comigo? não. mas a ilusão é bem-vinda.
novelas também são assim: elas entram “de graça” nas nossas casas e passam a fazer parte da nossa vida caseira. os personagens são mais reais que os atores.
e comunidades online, até que ponto não se parecem com isso? quantos de nós não “sintonizamos” listas apenas para ouvir o zunzunzum todo dia? e aqueles que efetivamente interagem, até que ponto estão realmente “conversando”, já que email não é conversa, mas solilóquio com direito a réplica? se eu nunca vi meu interlocutor digital, quem me garante que não estou fantasiando sobre quem e como e por quê ele é?
em suma: a tecnologia avançou mas talvez estejamos cada vez mais reféns da nossa imaginação, cada vez mais expostos a quimeras e fantasmas, cada vez mais sujeitos a paixões vazias. em suma: pense duas vezes. reveja. e, por favor, ouça e passe adiante e comente e divulgue o que talvez seja minha reflexão mais importante nos últimos tempos

a arquitetura da interação

eu ando matutando aqui e acho que estamos precisando de uma nova disciplina, a arquitetura (ou a mecanica, ou a quimica, ou… o design) das interaçoes pessoais. por que? porque a maneira como voce desenha uma experiencia online influencia e condiciona as relações interpessoais possiveis. well, é só uma tese, claro 🙂

quer baixar a versao em mp4? clique aqui