o lado B da web 2.0: a lenda do wisdom of the crowds

vou tocar num ponto nevrálgico de tudo o que falamos sobre web 2.0: a sabedoria das multidões. a questão é: pessoas em grandes números geram sabedoria ou beleza ou inovação “do nada” ou é preciso algum tipo de “plataforma”, “ambiente”, “framework” pra isso?
minha tese é simples: precisa.
ouça uma digressão de Lagos a Paris passando pela periferia e pessoas voadoras 🙂

o lado B da web 2.0: idade pesa

quando eu era garoto tinha uma canção da elis, “velha roupa colorida” que dizia:


No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais

mas havia outra também, “como nossos pais” (ambas do Belchior, acho), que dizia:

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais

essas canções tem 30 anos mas acho que ainda estão valendo: cada geração nova inova… mas também repete, também reincide nas mesmas armadilhas de sempre, que é descartar o que parece velho (e muitas vezes não é) e abraçar o revolucionário (que muitas vezes tb não é)
ouça uma reflexão nova de alguém não tão novo e que descobriu que, como dizia outra canção da Elis, não confie em ninguém com mais de 30 anos

o lado B da web 2.0: less enfim is more

wow, que surpresa: Jason Calacanis, uma celebridade e tanto do digimundo americano, está deixando de blogar. por quê? porque blogs teriam se tornado algo impessoal e ele queria resgatar algo mais íntimo, algo que pudesse ser chamado de conversa, uma lista fechada de 600 participantes e só. que legal saber disso… pensei que só eu andava questionando essa história toda de web 2.0 e hiper-exposição.
gravei o vídeo abaixo e, para quem não quiser usar Silverlight, tem uma versão no Soapbox. qqer hora dessas publico o mp4 pra download também.

o lado B da web 2.0: expressar x formar

ainda estou digerindo devagarinho a transformação meio acidentada do radinho de uma lista de emails para um ambiente online no Ning e, graças a um podcast que ouvi por acaso hoje, me caiu uma ficha interessante: enquanto eu sempre acreditei que a maneira como um ambiente é construído e conduzido “forma”, “educa” quem o utiliza (e por isso o radinho tinha um certo protocolo), estamos hoje numa era onde o lema é “expressar-se”. pode parecer sutil, mas focar apenas na “expressão” pressupõe e implica muita coisa.
ouça uma crítica meio anacrônica, meio vanguardista sobre essa idéia meio revolucionária, meio retrógrada de que tecnologia é só um meio para a expressão sem peias