gravei esse vídeo hoje cedinho 🙂
se preferir, veja em flash no soapbox.
prefere mp4? baixe aqui
renedepaula
quero ir de volta pro futuro
eu nunca curti política, nem pra um lado nem para o outro. cheguei a trabalhar em campanhas e com partidos, e minha impressão é que seja de que lado for o que há são pessoas, com tudo de bom e não tão bom que isso pode significar. acho que foi por isso que me empolguei tanto com internet: me parecia algo novo, uma revolução sem ir pra esquerda ou direita, uma revolução para ir avante.
so só eu ou vocês estão notando uma politização crescente do digimundo, como se estivéssemos num armagedon digital? sou só eu ou vocês notam também um discurso anacrônico, maniqueísta, separatista no ar?
passado de novo não… please. eu quero sentir no ar cheiro de coisa nova, de ventos novos. quero inovação real na maneira como nos relacionamos.
ouça uma reflexão muito pessoal sobre bandeiras, anacronismos e esse passado que não passa
o lado B da web 2.0: a mulher do padre
se eu for acreditar que aquele produtinho na televisão vai me deixar sarado como o apresentador, eu vou cair do cavalo. o cara deve malhar o dia inteiro, não faz mais nada da vida e o produtinho nem diferença faz. idem pra seguir os conselhos de algum iogue ou monge zen: o cara tem scorecard pra cumprir? e padres, podem dar alguma luz nas minhas confusões afetivas?
pois é, essas situações são bizarras mesmo. mas e quanto aos digi-gurus falando por aí, será que o que eles pregam serve pra você? será que aquilo que para eles é remédio maravilhoso pra você não é veneno? se você tem muito a perder, como pode ouvir alguém que não tem as mesmas responsabilidades?
ouça uma digressão rápida sobre o risco de se acreditar em gatos… por lebres
o lado B da web 2.0: a violencia invisivel
se você for a Lima, Cidade do México, Bogotá, vai notar que as cidades têm desenho similar. coincidencia? nao: o império espanhol tinha regras e guidelines sobre como construir uma capital, o que incluía evitar pântanos, buscar regiões planas, construir uma praça central com catedral, proximidade de rios, etc etc etc.
já a colonização portuguesa foi diferente. quem leu “raízes do brasil” do sérgio buarque de hollanda lembra que não fazia parte da mentalidade “dominar a natureza”, isso não fazia sentido. a cultura dos colonizadores era de se adaptar, construir com mínimo esforço, fazer ruas seguindo as curvas do terreno, ficar perto da costa…
será que é por isso que no ambiente online a geração mais nova tem uma certa alergia a regras, a moderadores, a políticas e prefira ir levando de improviso? será que eles não percebem que o design e a arquitetura de um ambiente já são por si só uma forma de imposição e poder?
ouça uma reflexão livre sobre o quanto o design e a programação e a arquitetura de informação definem o que é liberdade