meu mundo eu conheço de ouvido

uma boa musiquinha no fone de ouvido e dane-se o mundo. é assim que funciona, não?
pois foi isso que um acadêmico inglês descobriu: iPod, walkman, MiniDisc, cada um desses te permite criar um casulo e abstrair o caos lá fora.
eu achei ótimo, primeiro porque sai daquela lenga-lenga de fragmentação, cacofonia visual e caos e mostra que cada um cria sua própria zona de conforto.
se você deixar, eu te conto ao pé do ouvido porque eu gostei tanto dessa história, isto é, se você prometer não se distrair

design não é neutro não

hoje você vai a um shopping de luxo e escolhe: a sala vai ser bauhaus, o quarto art-nouveau, talvez uma réplica do van gogh fique bem sobre a tv… até parece que é tudo questão de gosto, de “design”, de “estética”.
a gente acaba esquecendo que toda estética nasce de uma convicção política, de um sonho de humanidade, e que muitas vezes isso está explícito em manifestos revolucionários.
ouça quem acha que neutro, mesmo, só sabonete (ou pessoas-sabonete)

spok de orelha em pé

eu confesso: gostava do Spok. aquela racionalidade toda, aquele elogio da razão, aquela fleugma imperturbável… que bom que cresci e descobri que o Kirk se divertia muito mais 🙂
se o CDF-mor do Star Trek vivesse no digimundo, ia ficar de orelha em pé: a lógica do google incorpora um monte de “humanices”, filtros anti-spam são bayesianos…
ouça algumas irracionalidades sobre a fronteeeeeira final: nós mesmos