cariocas que admiro e invejo, me contem: é impressão minha ou filmes sobre o Rio têm sempre uma câmera girando, luz estourada, baticum ao fundo, uma edição hipnótica e gente meio fora de si? o Rio é tão complicado assim ou eu é que sou paulistano demais?
anyway… quando você ouve alguns gurus falarem de internet não é diferente: tudo é muito complexo, impenetrável, louco, imprevisível…
será que é mesmo?
ouça esse modesto tagarela admitir que se sente num jogo de cabra-cega quando lê ou escuta sumidades do digimundo
ó abre-alas
quanto mais eu fico “sênior” (pra não dizer velho) eu me dou conta que a internet é, clichês à parte… uma criança. e vai continuar assim por um bom tempo.
é só ver: o que mais “bomba” na internet brazuca são coisas no mínimo… joviais.
ouça um não-carnavalesco abrindo alas pro bloco dos usuários perpetuamente adolescentes 🙂
usuários: lambuzai-vos!
tem duas propagandas na TV que mostram crianças soltas se sujando de terra, se enlameando todas, felizes da vida.
vocês viram?
uma diz que sujeira é bom, a outra diz que sujeira é inevitável mas com um bom sabonete ninguém fica doente.
e na internet? devemos deixar o usuário se lambuzar inteiro ou obrigamos o cara a ser limpinho o tempo todo?
ouça uma reflexão matinal de quem acha que o maior sucesso da internet é o playground.
marcas: I can’t get no satisfaction
percepção é uma coisa ingrata: mesmo que você seja péssimo em mil coisas mas se dê bem em uma coisa só, sua imagem vai ser ótima, e vice-e-versa, basta uma gafe para você cair em desgraça, não importando se você é impecável nas outras 999 coisas que você faz.
com marcas é a mesma coisa: um produto que emplaque (ipod? treo? guaraná diet?) e pronto, a marca inteira é canonizada instantaneamente. 🙂
ouça uma reflexão dominical rápida de quem, mesmo sem gostar de rock nem de marcas, “can’t get no satisfaction”