que bom que uma ouvinte me avisou: eu estava gravando com volume muito baixo. agradeço 🙂
mas por que raios eu não percebi isso antes, nem corrigi, nem editei, normalizei, filtrei e realcei o áudio? por que eu publico as is, do jeito que gravei sem ensaio nem roteiro? preguiça?
ouça aqui uma confissão dupla de quem não agüenta mais ver a realidade ser photoshopada e siliconada.
eu sou um homo faber. e você?
que eu e você somos homo sapiens você já sabia. se você leu o maravilhoso e fundamental Raízes do Brasil, do Sérgio Buarque de Hollanda, sabe que somos também homo cordialis 🙂
mas eu ainda prefiro me ver como homo faber, um humano que fabrica, produz, faz.
se pararmos pra pensar, a web 1.0 era pra homo sapiens, era só informação, informação, informação. mas agora todos podemos produzir e criar, e o homo faber sorri 🙂
ouça aqui uma reflexão improvisada de quem produz sem parar.
transparência é muito moderno mas… cai bem?
algumas décadas atrás os arquitetos se apaixonaram pelo aço e vidro. que maravilha poder construir prédios e casas transparentes! seria o começo de uma nova era, de um novo homem, de uma nova história!
well, não foi bem assim. na primeira oportunidade a gente coloca uma boa cortininha pra poder andar pelado tranqüilamente. e muita dessa arquitetura revolucionária acabou virando sede de empresas milionárias e milionários.
isso me lembra muito esse entusiasmo incondicional com a web 2.0: será que não haveria um paralelo aí?
ouça uma reflexão urbana de quem nasceu em berço de asfalto.
dá pra falar de internet pensando só no futuro?
volta e meia encontro alguém me dizendo “internet é X”, “internet deve ser Y”, “o espírito da internet é Z” e mais um desfile de verdades absolutas que, confesso, não tenho idéia de onde saíram. da academia, será? não sei… de visionários? talvez….
é engraçado para mim quem diz que tecnologia “é” alguma coisa. para mim tecnologia “está” alguma coisa, tecnologia está mudando e ganhando novos sentidos o tempo todo.
internet em 96 era por telefone. você se conectava, fazia o que tinha que fazer e se desconectava pra não ocupar demais a linha. naquela época dava pra falar em cloud computing? ou em softwares como serviços? não… e agora, já dá?
ouça um desabafo ligeiro de quem sabe que há mais oportunidades entre visões e a prática do que sonha a mais vã filosofia.