o lado B da web 2.0: revoluções em círculo?

revolução é uma palavra que vem da física, se nao me engano. quando algo gira em torno de um eixo isso é rotação. quando esse eixo de rotação se movimenta, aí sim temos revolução. ou seja, nao basta dar uma guinada de 180 graus, tem que mudar o eixo, o que é bem mais radical.
a palavra radical vem… de raiz, e uma transformacao radical arranca as coisas pela raiz. deveria, pelo menos.
internet era pra ser algo assim. por isso me animei tanto desde o começo. 13 anos depois de eu ter me animado tanto, quais foram as revoluções concretas? será que arrancamos males pela raiz?
ouça uma crítica um pouco radical sobre a falta de radicalidade nossa na hora de fazermos revoluções

e se o twitter tivesse… 500 caracteres?

entre hoje e amanha devo ultrapassar a marca dos 2.000 followers no meu twitter, embora eu viva avisando que o melhor da minha vida é intwittável e que não adianta me seguir, estou sempre me perdendo 🙂
pois é, twitter bombou no brasil, apesar da gente nao ter a opcao de twittar e receber por sms (a razao original do limite de 140 caracteres).
e aí eu me pergunto: e se o twitter abolisse o limite de 140 caracteres, o que mudaria?
ouça uma reflexão carnavalesca sobre o quanto limites arbitrários podem tornar as coisas mais interessantes

um adendo: eu mencionei um livro, o Homo Ludens, mas nao me lembrei a tempo do seu autor, Huizinga. aqui está o link:

http://en.wikipedia.org/wiki/Homo_Ludens

a insustentavel leveza dos bytes

se alguém fizer uma tag cloud dos textos mais academicos sobre internet algumas palavras vão ficar enormes: velocidade, instantaneidade, sem fronteiras, gratis, infinito, etc, etc etc.
pra quem trabalha do outro lado do balcão, por outro lado, tudo pesa, tudo é lento, tudo atravanca com questoes locais e nada é de graça.
ouça uma reflexão muito pouco acadêmica sobre quanto vale, quanto pesa e quanto dói um bit