uma das coisas mais sábias que andei fazendo recentemente foi peneirar bem a maneira como eu estava vivendo minha vida. se eu não fizesse isso eu estaria agora desperdiçando tempo que não volta com coisas que não levam a lugar algum, e nada te faz patinar tanto sem sair do lugar quanto… a velocidade vazia. e tudo o que à nossa volta nos puxa pra isso, pro consumo contínuo de entrenimento oco.
me acompanhe nesta reflexão rápida sobre automatismos, distrações e aquilo que é mais sagrado: estarmos vivos agora
daqui a 20 anos esta década será vista como?
eu sempre me contraponho a quem põe a web no altar sem dar crédito a um monte de outras revoluções culturais e materiais e técnicas que estão acontecendo faz um bom tempo. eu nao duvido que, daqui a 20 anos, nossos descendentes nos vejam com olhos que nem imaginamos : )
ouça uma reflexão um pouco mais abrangente, seja pros lados, seja pra frente, seja pra trás 🙂
as catedrais e os catedráticos
vira e mexe eu ouço alguem contar aquela historia de catedrais versus bazares. voces já ouviram?
a idéia é que a era dos monopólios centralizadores estaria dando lugar a uma nova era de trocas livres entre uma infinidade de personagens livres, idéia bonita mas que, a meu ver, é altamente injusta tanto com catedrais quanto com bazares. ambos, afinal, só surgiram em momentos e lugares muito preciosos da história humana.
ouça uma reflexão um pouco mais longa que o normal sobre essa história de julgar a história com olhos de hoje
eventos, e-ventos e os riscos do senso comum
eu tenho participado de um sem-número de eventos, dos mais privilegiados e restritos aos mais populares, e tem uma coisa que me assusta: por mais que os públicos sejam distintos, muitos discursos sao perigosamente iguais. e consenso sem crítica é algo que me assusta.
ouça aqui uma crítica rápida àquilo que pra mim diferencia um evento de um e-vento: originalidade e crítica