sobrou alguma autenticidade em algum lugar?

eu ainda acredito que internet fez e faz tanto sucesso porque estávamos todos cansados das promessas furadas da propaganda manipulando desejos. internet parecia outra praia, mais autêntica, um campo de nudismo onde tudo anda exposto sem medo de ser feliz.
mas nudez é algo complexo… nem todo mundo fica à vontade, nem todo mundo fica lindo pelado, por mais que haja photoshops e similares pra retocar imagens.
e a imagem pública, como “dar uma levantada”? well, tem gente aí usando soushial mídjia para deixar todo mundo lindo de novo.
ouça uma reflexão bastante autêntica sem medo de ser… impopular

o que vale mais: buscar… ou encontrar?

internet é uma beleza: podemos ler só o que queremos, assinar os feeds de que gostamos e criar nossos próprios círculos sociais pra conversar com gente parecida conosco. um paraíso, não? ou não?
pense como era antes: você abria um jornal e, mesmo no meio de cadernos que não te interessavam, você trombava com notícias interessantes. idem pra tv. ibidem pra revistas. no final você ficava com uma impressão da realidade mais ampla e mais rica.
nessa era do Search eu pergunto: o que vale mais, buscar ou encontrar?
nessa era dos círculos sociais eu pergunto: sera que estamos pensando em circulos?
ouça uma reflexão em zigue-zague sobre o risco de andarmos em círculo nas mesmas rodinhas

eleições 2008: internet amordaçada?

acabo de ouvir na CBN: a lei vai proibir que sites sociais, sites de vídeo e outras formas de conteúdo gerado pelo usuário sejam usados com fins eleitorais.
propaganda eleitoral só na roumipeije do candidato. o resto, não. para piorar: se um vídeo no youtube fizer campanha para um candidato, o candidato é penalizado e não quem fez o vídeo.
que tal? quem disse que quem manda na internet é o usuário? tem mais gente tentando mandar.
ouça uma elocubração matinal sobre quem manda na tal da internet.

mídia social é cena e teatro

ok, eu sei: dificilmente faço um post com uma afirmação tão bold e assertiva, mas é que hoje me caiu uma ficha: na internet não temos espaços sociais nem ambientes, temos palcos. palcos em que alguns atores sobem e atuam enquanto outros ficam na platéia, e assim temos uma cena. e, o que é mais interessante, quem está no palco nem sempre “representa” (estatisticamente e nao do ponto de vista dramatúrgico) quem está na platéia.
ok, ok, a idéia é meio enrolada, mas talvez nossa vida social toda seja assim. e nada mais natural do que a internet imitar a vida que imita a arte 🙂
ouça um solilóquio rápido sobre colaboração, mídia social (argh), comunidades e… mise-en-sc