o lado B da web 2.0: nóis capota purque num freia

ok, a web 2.0 é mais ou menos como a invenção da roda: muda tudo. mas isso não quer dizer que você vá se lançar (ou lançar sua marca, empresa, reputação) ladeira abaixo num carrinho de rolimã. ou vai atravessar um abismo na corda-bamba pedalando num monociclo.
web 2.0 é tão segura e útil quanto mais dispositivos de controle e segurança ela tiver. essa é minha tese. por isso alguns ambientes degringolam e outros não, por isso algumas iniciativas são exemplares e outras uma tragédia.
ouça uma reflexão rápida sobre web 2.0 com airbags, suspensão e, sobretudo, seguro contra sinistros

o lado B da web 2.0: nao ame fantasmas (nem odeie)

eu me exponho muito. faz tempo. fotos, textos, artigos, podcasts, listas de discussão… faz mais de 10 anos.
aprendizado bacana: compartilhar faz bem, colaborar idem.
aprendizado não tão bacana: por mais que sejamos geeks e early adopters e descolados, continuamos fantasiando e criando mitos e amando e odiando e venerando e crucificando gente que NUNCA encontramos ao vivo.
a armadilha da projeção e da fantasia é um dos riscos mais nefastos mesmo na era 2.0.
ouça um conselho de quem já comeu o pão que o diabo amassou por conta de gente que me colocou no céu ou no inferno sem nunca ter me visto, gente que se apaixonou por um fantasma e transformou minha vida irreversivelmente… para pior

o lado B da web 2.0: a lenda do wisdom of the crowds

vou tocar num ponto nevrálgico de tudo o que falamos sobre web 2.0: a sabedoria das multidões. a questão é: pessoas em grandes números geram sabedoria ou beleza ou inovação “do nada” ou é preciso algum tipo de “plataforma”, “ambiente”, “framework” pra isso?
minha tese é simples: precisa.
ouça uma digressão de Lagos a Paris passando pela periferia e pessoas voadoras 🙂

o lado B da web 2.0: idade pesa

quando eu era garoto tinha uma canção da elis, “velha roupa colorida” que dizia:


No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais

mas havia outra também, “como nossos pais” (ambas do Belchior, acho), que dizia:

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais

essas canções tem 30 anos mas acho que ainda estão valendo: cada geração nova inova… mas também repete, também reincide nas mesmas armadilhas de sempre, que é descartar o que parece velho (e muitas vezes não é) e abraçar o revolucionário (que muitas vezes tb não é)
ouça uma reflexão nova de alguém não tão novo e que descobriu que, como dizia outra canção da Elis, não confie em ninguém com mais de 30 anos