eu fico preocupadíssimo quando gente comum e empresas tomam como modelo de modernidade quem é tarado por novidades, quem paga o que for pra ser o primeiro a desfilar gadgets caros, quem vive 24/7 em funcao de notoriedade, etc etc etc.
o que vale pra esses caras nao necessariamente (e muito provavelmente nao) se aplica a voce. eu, por exemplo, sou assumidissimo: nao me tomem como exemplo, meu comportamento não é recomendável 🙂
ouça aqui um desabafo rápido de quem sabe muito bem o quanto sai caro viver em funçao da novidade
áudio
o lado b da web 2.0 : voce apaga incêndios ou desliga os alarmes?
eu tenho uma tese:
- a web 2.0 fez sucesso porque os sites nao atendiam às necessidades de ninguém. como os sites eram ruins, os usuários foram se virando sozinhos.
- as empresas só começaram a se preocupar quando viram que na tal da social media tinha gente falando mal delas. o que fizeram? sairam correndo atras de como apaziguar os animos, manipular opinioes, etc. mas melhorar os sites, nada.
ouça uma reflexão ligeira sobre a mania de se preocupar mais com os alarmes do que com os incêndios
racional mesmo é capitalizar a irracionalidade
hoje meu caiu uma ficha e tanto: empresas espertas capitalizam em cima da irracionalidade alheia. lucram com a insegurança afetiva, a vaidade, a auto-estima, etc etc. empresas nao tao espertas acham que irracionalidade é tendencia e mergulham de cabeça.
ouça uma reflexão ligeira sobre os irracionais MC 🙂
nada mais antigo do que parecer moderno
quando eu vejo os geeks nacionais desfilando todos os últimíssimos gadgets e usando todas as ultimíssimas plataformas eu me pergunto: quem quer ser assim? quem quer gastar uma grana indefensável comprando tudo o que sai, quem quer ficar 24h conectado publicando tudo o que faz?
na boa: se isso for tendência, estou fora. a boa notícia é: isso não é tendência.
ouça aqui a modesta opinião de quem acha que quem é original mesmo nao segue modinhas