eu me lembro dos primórdios da web: todo mundo (incluindo eu mesmo) pregava que, ao invés de levar pra web um pensamento antigo, tínhamos que explorar o que a tecnologia (hiperlinks, multimídia e tal) era capaz.
hoje, 15 anos depois, eu penso diferente: o segredo não é “do que a tecnologia é capaz”, mas sim “do que a gente é capaz”.
ouça uns bons minutos de reflexão sobre o software e hardware mais sofisticados do mundo: você.
áudio
preste atenção.
uma das coisas mais sábias que andei fazendo recentemente foi peneirar bem a maneira como eu estava vivendo minha vida. se eu não fizesse isso eu estaria agora desperdiçando tempo que não volta com coisas que não levam a lugar algum, e nada te faz patinar tanto sem sair do lugar quanto… a velocidade vazia. e tudo o que à nossa volta nos puxa pra isso, pro consumo contínuo de entrenimento oco.
me acompanhe nesta reflexão rápida sobre automatismos, distrações e aquilo que é mais sagrado: estarmos vivos agora
daqui a 20 anos esta década será vista como?
eu sempre me contraponho a quem põe a web no altar sem dar crédito a um monte de outras revoluções culturais e materiais e técnicas que estão acontecendo faz um bom tempo. eu nao duvido que, daqui a 20 anos, nossos descendentes nos vejam com olhos que nem imaginamos : )
ouça uma reflexão um pouco mais abrangente, seja pros lados, seja pra frente, seja pra trás 🙂
as catedrais e os catedráticos
vira e mexe eu ouço alguem contar aquela historia de catedrais versus bazares. voces já ouviram?
a idéia é que a era dos monopólios centralizadores estaria dando lugar a uma nova era de trocas livres entre uma infinidade de personagens livres, idéia bonita mas que, a meu ver, é altamente injusta tanto com catedrais quanto com bazares. ambos, afinal, só surgiram em momentos e lugares muito preciosos da história humana.
ouça uma reflexão um pouco mais longa que o normal sobre essa história de julgar a história com olhos de hoje