(egotrip e self-jaba)
eu sou completamente avesso a competições e prêmios e coisa e tal, mas acho que neste caso tem algo maior em jogo (ok, também não gosto de jogo), que é levantar a bola (ok, não jogo bola) do podcasting no Brasil.
o bom e velho roda & avisa está concorrendo. quem sabe não entro numa categoria peso-não-tão pesado-senior?
folks, nao estou mais participando desse prêmio não. a organização acaba de enviar um email estranhíssimo e preferi me retirar do páreo.
não curto prêmios, não curto competir, meu negócio não é tráfego. meu negócio… é trânsito 🙂
geral
feliz humano novo
de tanto trabalhar com tecnologia a gente acaba acreditando que tudo é possível, que progresso não tem limites, que toda mudança é boa… mas eu me pergunto sempre: do que nosso coração é realmente capaz? quantas dessas mudanças somos capazes de digerir e transformar em algo realmente válido?
agora que mais um ano se inicia, ouça algumas reflexões soltas de quem sempre acreditou num feliz humano novo 🙂
um pensamento incômodo: estamos nos infantilizando?
acreditem: esse podcast de hoje é um marco pra mim, um divisor de águas. desde 96 enxerguei a internet como algo absolutamente revolucionário e transformador, e abracei de olhos fechados uma carreira que não tinha nome nem manual de instruções nem garantia de nada, e venho investindo nisso minha vida inteira, numa humanidade 2.0.
hoje me caiu uma ficha incômoda: e se, ao contrário de nos engrandecermos e amadurecermos e evoluirmos estivermos involuindo, estivermos nos infantilizando, estivermos nos tornando mais imaturos do que antes?
ouça essa reflexão desconfortável e por favor me convença que estou enganado.
conselho de amigo: não padeça à toa
ok, não faz mais muito sentido falar em offline versus online, mas… talvez valha a pena repensar isso sim. o mundo offline é por natureza finito: o dia só tem 24h, teu estômago e fígado não são um poço sem fundo e dinheiro acaba rápido. no digimundo, porém… é fácil perder os limites. é fácil se enroscar em quimeras. dedique um tempinho e ouça uma divagaçào sobre como dedicamos nosso tempo.