dirigindo pelas marginais eu sempre me perguntava o que eram aquelas placas improvisadas: “Chapa”. às vezes tinha um cara sentado embaixo, às vezes ninguém. mistério.
descobri o que esses caras ficam esperando ali o dia todo: eles são o Google dos caminhoneiros 🙂
ouça esse seu velho chapa divagar sobre brasilidades, soluções ad hoc e mecanismos de busca
geral
design não é neutro não
hoje você vai a um shopping de luxo e escolhe: a sala vai ser bauhaus, o quarto art-nouveau, talvez uma réplica do van gogh fique bem sobre a tv… até parece que é tudo questão de gosto, de “design”, de “estética”.
a gente acaba esquecendo que toda estética nasce de uma convicção política, de um sonho de humanidade, e que muitas vezes isso está explícito em manifestos revolucionários.
ouça quem acha que neutro, mesmo, só sabonete (ou pessoas-sabonete)
spok de orelha em pé
eu confesso: gostava do Spok. aquela racionalidade toda, aquele elogio da razão, aquela fleugma imperturbável… que bom que cresci e descobri que o Kirk se divertia muito mais 🙂
se o CDF-mor do Star Trek vivesse no digimundo, ia ficar de orelha em pé: a lógica do google incorpora um monte de “humanices”, filtros anti-spam são bayesianos…
ouça algumas irracionalidades sobre a fronteeeeeira final: nós mesmos
deixe o digimundo em paz
doido neste mundo não falta: incendiário, homem-bomba, terrorista, serial killers… caso de hospício mesmo é alguém que cria e solta um vírus worm na rede.
eu fico desnorteado. o cara tem formação, talento… e faz algo destrutivíssimo sem nenhum propósito defensável.
se você também acha o fim ter que enlouquecer por causa de um só doido, ouça