diálogo não é coisa fácil, ainda mais quando o assunto é sério.
por um tempo imaginei que na hora do diálogo nós, brasileiros, todos capoeiristas: roda, dá pirueta, gira, e fica difícil saber quando vem uma porrada ou não.
hoje penso diferente: a gente “somos” barroco.
ouça um desabafo neo-realista de quem se perde em curvas e desvios dos tête-à-tête nacionais.
renedepaula
sem medo de ter medos
eu tenho medo de um monte de coisas. medo de me ferir, medo de ferir outras pessoas, medo de abelha, medo de perder meus dados, medo de perder pessoas…
medo é natural. medo, em verdade, é útil.
e no digimundo? devemos ter medos ou não?
ouça quem não tem medo de dizer que não sabe bem o que fazer com medos de usuários.
sinalização e a Information Highway
um cruzamento na Holanda não tem sinal nenhum. nada. nem semáforo, nem quebra-molas, nem faixa de pedestres, nem guia pintadinha, nada. carros, pedestres, bicicletas que se virem.
e sabe o que mais? é muito mais seguro do que os outros.
ouça algumas ponderações sobre velocidade, olho no olho e contato com a realidade
síndrome de Harry Potter
que a tecnologia pareça cada vez mais com mágica, tudo bem. o que não dá pra entender é a proliferação de fadas, bruxos e oráculos do digimundo..
se os truquezinhos de salão e as profecias servissem aqui fora na selva, ainda vai…
ouça algumas palavras mágicas de quem quanto mais reza, mais assombração encontra.