feliz humano novo

de tanto trabalhar com tecnologia a gente acaba acreditando que tudo é possível, que progresso não tem limites, que toda mudança é boa… mas eu me pergunto sempre: do que nosso coração é realmente capaz? quantas dessas mudanças somos capazes de digerir e transformar em algo realmente válido?
agora que mais um ano se inicia, ouça algumas reflexões soltas de quem sempre acreditou num feliz humano novo 🙂

o quanto as marcas te marcam?

pra começo de conversa: eu padeço de um mal estranho. eu tenho sindrome da deficiência torcidística. não torço por nada: time, seleção, esporte, nada. eu sei, eu sei, estou perdendo fortes emoções, não tenho assunto na segunda-feira cedo, etc… mas é de fábrica, não tem mais jeito 🙂
talvez por isso eu tenha uma dificuldade danada em entender quem se apega demais a marcas, tanto quem ama uma marca X ou odeia uma marca Y. o que são marcas, afinal? e se tudo muda no mundo, por quê teimar em ter sempre a mesma opinião a respeito de algo mutável?
ouça uma reflexão meio grega, meio zen sobre abrir os olhos para aquilo que muda (tipo…tudo)

um pensamento incômodo: estamos nos infantilizando?

acreditem: esse podcast de hoje é um marco pra mim, um divisor de águas. desde 96 enxerguei a internet como algo absolutamente revolucionário e transformador, e abracei de olhos fechados uma carreira que não tinha nome nem manual de instruções nem garantia de nada, e venho investindo nisso minha vida inteira, numa humanidade 2.0.
hoje me caiu uma ficha incômoda: e se, ao contrário de nos engrandecermos e amadurecermos e evoluirmos estivermos involuindo, estivermos nos infantilizando, estivermos nos tornando mais imaturos do que antes?
ouça essa reflexão desconfortável e por favor me convença que estou enganado.