qual é a sua praia? a minha é muita gente

tão importante quanto o quê é dito e como é dito é… deixar bem claro quem diz e qual sua posição. ou fazemos isso ou… a conversa não tem graça.
quando eu encontro alguém que me diz “meu negócio é tecnologia”, “adoro internet”, “sou digital no úrtimo”, a primeira coisa que tento entender é: numa analogia com gastronomia estou falando com um gourmet, um chef, um garçom, um comilão, um crítico, um nutricionisa…? as perspectivas são completamente diferentes.
ouça uma tomada de posição rápida de alguém que, sem salto alto algum, gosta mesmo é de plataformas

dê um tempo: internet nao tem limites, mas voce tem

cruzei um amigo outro dia que me disse ter em maos uma pesquisa meio assustadora: trabalhar com emails pingando, IM piscando e N sites abertos… equivale a perder 20 pontos do QI (ou algo assim). multi-tasking e interrupção frequente, segundo o estudo, emburrecem (e deve ser por isso que não lembro dos numeros exatos).
well, quando eu preciso escrever algo mais denso eu me desconecto. em casa estou sem TV alguma faz 2 anos. reduzi drasticamente minha participacao em listas. e vos digo: vale a pena.
ouça uma dica de quem realmente acredita que “imaginação sem limites” pode ser um tiro no pé da produtividade, sensibilidade e saúde afetiva

radinho, revisitado

memória engana a gente. ouvi outro dia um neurocientista dizendo que toda vez que resgatamos uma lembrança nós a alteramos, e ela é regravada diferente. não é como bits e bites. memória vai ganhando sentidos novos com o tempo.
os episódios “finais” do radinho de pilha (meados do ano passado) que antecederam a ida pro radinho no Ning e a criaçao do que hoje é a webees, foram tumultuados, espinhosos mas muito, muito educativos pra mim. hoje decidi revisitar essa história tão longa (7 anos!) e ver algum sentido maior que possa servir de aprendizado pra mais gente.
ouça uma tentativa muito honesta e pessoal de passar a limpo uma história bacana de tantas pessoas