o lado b da web 2.0: parece mágica mas não é (parte 1)

acho que é a primeira vez que publico um podcast inacabado. well, na verdade todos os meus podcasts sao meio inacabados: nao ensaio, nao escrevo, nao edito e publico do jeito que gravei, mesmo num caso como esse em que tive que interromper bruscamente meu discurso.
qual o tema desta vez? simples: um efeito colateral da tecnologia nos ultimos séculos. como toda tecnologia parece mágica, desaprendemos a pensar nos processos, nos tempos envolvidos, no trabalho envolvido… existem cada vez menos distancia e tempo entre nossos desejos e sua concretização. e isso, a meu ver, nos infantilizou.
ouça aqui a primeira parte desta reflexão sobre o custo indireto de nao se pensar mais diretamente nos custos de tudo

o lado b da web 2.0: senso comum x bom senso

a internet deveria ser libertária, não? deveria ser plural, não? deveria ampliar o debate, não? ao menos foi por isso que larguei tudo o que eu fazia pra participar dessa revolução.
hoje o que ouço e vejo é… uniformidade e consenso e, o que mais me aflige, ninguém se afligindo com perda de privacidade, perda de liberdade…
ouça um questionamento rápido da rapidez com que abrimos mão de coisas tão caras.

free-thinking é pensar livremente, não de graça

no livro “Previsivelmente Irracionais” do Dan Ariely tem um capítulo genial: sobre o quanto o “grátis” faz a gente se comportar de maneira absolutamente irracional. se o preço for 1 centavo ainda pensamos, se for 0… paramos de pensar.
well, eu não páro de pensar por dinheiro nenhum, e coitado de quem me segue no twitter e fica ouvindo minhas provocações e críticas o dia inteiro 🙂
e uma das minhas críticas é: por que pessoas bem-formadas pararam de ser críticas?
ouça uma crítica um pouco virulenta quanto à sindrome de deficiência imunológica mental adquirida, a AIDS do pensamento.