eu vim da área de exatas e fui pra área de humanas. em exatas, quanto mais voce sofre, apanha e é torturado, maior o seu motivo de orgulho, já que “humanas é baba”. interface gráfica? “é para os fracos!”. “macho que é macho usa command prompt”, etc etc etc
eu vi de perto essa arrogância e acho que, com a idolatria da tecnologia pela tecnologia, estamos deixando de lado considerações humanas importantíssimas.
ouça uma ponderação rápida sobre o valor da multi-disciplinaridade e o resgate do valor das ciencias humanas
renedepaula
velocidade maxima sem sair do lugar?
acabo de ler um livro interessantissimo, Velocidade e Política do Paul Virilio (veja uma foto aqui ) e, mesmo o livro tendo mais de 30 anos, foi uma delicia ouvir alguem questionar algo que só piorou de lá pra cá: a apologia da velocidade pela velocidade, a corrida ensandecida sem rumo nem destino, a rapidez tecnologica sem direção.
ouça aqui algumas ponderações rápidas sobre a mania da rapidez
o lado b da web 2.0 : social media… ou social medA?
logo antes de sair de casa twittei a seguinte provocação: empresas se preocupam com blogosfera e social media por interesse real ou… medo? twittei e zarpei. quando cheguei no escritório, buuum! um monte de replies meio revoltados 🙂 a provocação pegou em algum nervo 😉
ouça aqui uma versão estendida questionando se o que move empresas é vontade de conversar ou medo das fofocas
há mais valores do que 0 e 1
eu digo sempre: tecnologia por si só não tem sentido próprio. quem dá sentido ‘a tecnologia é quem a usa. cada povo, cada público se apropria da tecnologia à sua imagem e semelhança, IMHO.
legal, isso. democrático. mas quanto podemos esperar de transformação real se usamos tecnologia pra fazer mais do mesmo?
ouça uma reflexão muito pouco tecnológica e bastante – eu espero – humana sobre valores, ética e cultura. e tecnologia, claro.