7 thoughts to “geração copy-paste?”

  1. Reflexão interessante. Quando eu fiz Mecânica de autos a diesel no Senai, e lá se vão 15 anos desde então, um dos meus instrutores dizia o seguinte: você não pode saber tudo, o bom profissional é aquele que sabe ONDE buscar as respostas (ou as informações) e aplicá-las na resolução dos problemas. Mas você tem que trazer consigo algum conhecimento, além da capacidade de encontrar respostas no

  2. Olá René…
    Gostei bastante desse seu post e gostaria de fazer algumas observações como universitário que possui uma responsabilidade relativa (!) quando se trata de estudos.
    O grande problema está, no meu ver, no padrão pegagógico hoje existente. Existem poucas escolas e professores que se preocupam em despertar o interesse do estudante para a pesquisa, e só os que possuem vontade e consciência correm atrás disso. Hoje o estudo é visto como obrigação e os trabalhos extra-aula são vistos só como conquista de pontos para passar de ano ou semestr e não exercem seu propósito fundamental que é a aquisição de conhecimento.
    O que mais intriga sobre isso tudo é o onde está a falha. Sem me gabar, apesar de ter cursado o ensino fundamental num sistema extramamente mal implantado (Escola Plural de Belo Horizonte) não ajo da forma descrita por você, contrariamente à vertente dessa formação.
    Mas isso é assunto pra mais de metro. Espero que tenha te ajudado na sua confusão! hehe.. Mas é aquilo… Estou dentro disso tudo e estou vendo como tá sendo!
    Um grande abraço!

  3. Respondendo… Sim, melhora considerável na qualidade de som e reintero mais uma vez: mecham nas configurações de equalização que melhora mais ainda.

  4. Rene
    O contraponto é pensar na forma de se analisar pessoas. Os RHs também não seguem fórmulas prontas para isso? E mais ainda, as empresas não tem criam e recriam padrões que devem ser copiados por todos que almejam um “emprego”?
    Por exemplo, eu não tenho formação superior. Cursei 3 faculdades as quais não consegui completar por um motivo: precisei mudar para 3 cidades e 2 estados diferentes por causa da mobilidade que meu emprego (Internet e consultoria em SAP) me exigiram.
    Pergunto: Você acha que dão importância à minha bagagem cultural, preparo, experiência em várias empresas, capacidade de adaptação etc ou preferem pergunta EM QUE FACULDADE VC SE FORMOU?
    Acho que nem preciso te responder.
    Em uma sociedade onde padrões são criados e outras formas de reconhecer padões também são constituídas, fica difícil realmente encontrar pessoas realmente talentosas.
    O talento ele vai muito além da formação… ele pode surgir tanto em uma universidade como no meio de uma favela com educação de baixo nível.
    Esse é o primeiro paradigma a ser quebrado.
    O outro é o da “criação de modelos”. A partir da hora q vc cria um modelo, esse sim vai se submetido ao COPY & PASTE por aqueles que se julgam espertos, quando na verdade deveria-se sempre incentivar a DIVERSIDADE, A DIFERENçA, à cada pessoa buscar em si o seu melhor, e não buscar ser melhor dentro de um modelo pré-concebido.
    Então o que se vê nos jovens que estão por aí, é a falta de amadurecimento realmente como vc colocou. Mas não por culpa deles ou por falta de acesso à tecnologias etc… mas por falta de acesso à uma nova forma de pensar, de encarar a vida, que não é proporcionada pelo “modelo educacional” e pela educação que recebem em casa.
    Vai aprender na vida… no dia-a-dia 😉
    Abraços
    PR Colacino

  5. Mas aí entramos em conflito.
    Espírito para fugir ao copy & paste é realmente valorizado? O impulso para iniciativas é realmente bem vindo nas empresas? Mais importante: até que ponto?
    Parece que há uma certa necessidade por pessoas de ação, desde que estas não afetem o conservadorismo do negócio. Como ser as duas coisas ao mesmo tempo quando se vai a uma entrevista de emprego?
    Pode ser pretensão, mas até que as empresas saibam definir que tipo de profissionais procuram, dificilmente acharão alguém dos sonhos para as vagas.
    Além do que, estágios (que são mais comuns) são pouco atrativos para quem tem esse mínimo de dicernimento. Paga-se pouco, exige-se muito – tudo sem garantias de retorno. Promessas são promessas, e quem age precisa no mínimo de uma motivação para dedicar o seu trabalho a alguém.
    Na área de comunicação falta muita vergonha na cara. Mais para quem emprega, e também para quem quer o trabalho. Gente competente existe. Que espécie de RH não consegue encontrá-los? Sua amiga precisa rever conceitos.

  6. Concordo com Diogo, quando ele afirma que não há profissionais gabaritados a ensinar essa geração. Não é uma questão de despertar simplesmente o interesse dos estudantes em buscar a pesquisa mais profunda, mas sim em como vencer sua resistência a focar esforços em apenas um tema. As novas gerações já se desenvolveram com a simultaneidade das informações (que não necessariamente dizem respeito à mesma coisa) e essa condição levou-os adquirir um bloqueio e/ou indiferença a diferentes pontos de vista. A primeira informação é a mais correta, sem validação da informação, ou questionamento. Dai enteder o copy/paste como uma triste realidade. A infomação é apenas passada a diante sem absorção. O estudante não aprende, apenas repete aquilo que viu em algum site. Queira ou não, é um processo de retardamento do raciocínio lógico, da capacidade de relacionar fatos e momentos, traçar paralelos e entender as intrincadas teias que conformam os fatos históricos. Reverter esse processo é o grande desafio da educação. E digo (sem pensar. De primeira) Neste processo, os que tiverem menos acesso a internet, poderão se desenvolver melhor intelectualmente do que os conectados (mas isso é um tanto quanto generalizador, não?)

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